Prot. 039/2025
GOVERNO IMPERIAL RUSSO
CZAR PAULO II
POR MERCÊ DE DEUS E DO IMPÉRIO RUSSO
CZAR E IMPERADOR DE TODAS AS RÚSSIAS
São Petersburgo, 17 de Novembro de 2025.
À Augusta Corte, ao Conselho de Estado e a todo o povo da Santa Rússia,
Eu, Paulo II, por graça de Deus e da vontade do povo, Czar e Autocrata de Todas as Rússias, Rei da Polônia, Rei da Noruega, Grão-Duque da Finlândia e Senhor de todas as terras do Oriente, do Ocidente e do Norte; Guardião da Tradição, Protetor da Coroa, Defensor da Ordem Imperial;
No uso da autoridade que me é conferida pela Coroa de Todas as Rússias, e pela tradição do Estado Russo, no exercício pleno de minha autoridade imperial e incontestável,
Recebi, com profundo pesar, a carta de renúncia de Sua Alteza Imperial o Czarevich Nikolai Pavlovitch Romanov, na qual manifesta, de forma livre e irrevogável, sua decisão de abdicar dos títulos da realeza e do posto de Herdeiro Presuntivo do Trono.
Após reflexão silenciosa e oração, ACEITO sua renúncia, reconhecendo que nenhum homem deve carregar o fardo do trono contra sua consciência, disposição ou vocação. O governo de um Império não pode ser sustentado pelo sangue apenas, mas pela fé, pela firmeza de espírito e pelo genuíno desejo de servir.
No entanto, esta nova renúncia revela, com clareza dolorosa, que os aparentes herdeiros chamados à sucessão não demonstram capacidade ou condições para governar a Rússia.
Assim, com o pleno uso da autoridade que me foi conferida por Deus e pela Lei Fundamental do Império, DECRETO que a Dinastia Romanov se encerrará comigo, Paulo II, e que não haverá sucessão automática ao trono após minha morte.
Declaro, portanto, que quando o Senhor me chamar, encerrar-se-ão oficialmente mais de trezentos anos de Dinastia Romanov na Rússia, cuja glória, fé, sacrifícios e conquistas marcaram a história de nossa Pátria.
DETERMINO que, após meu falecimento, o Conselho Imperial se reúna em sessão extraordinária e eleja, entre os homens e mulheres de maior mérito do Império, aquela Casa que será a nova detentora da Coroa Russa, dando continuidade institucional ao trono e garantindo que a Rússia jamais fique sem liderança.
Este decreto é publicado sem alegria, mas com senso de dever. Não o faço por ressentimento, mas pela verdade: a Coroa não pode subsistir onde não há espírito para carregá-la. Prefiro que o Império prossiga forte, mesmo sob novo nome, do que fraco sob o meu.
Que Deus Todo-Poderoso abençoe nossa nação e ilumine os nossos caminhos para a glória eterna do Império.

