Prot. 028/2025
GOVERNO IMPERIAL RUSSO
CZAR PAULO II
POR MERCÊ DE DEUS E DO IMPÉRIO RUSSO
CZAR E IMPERADOR DE TODAS AS RÚSSIAS
São Petersburgo, 17 de Julho de 2025.
“Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.”
(Salmo 116,15)
(Salmo 116,15)
Meus amados súditos, irmãos e irmãs na fé, povo fiel da Santa Rússia.
Hoje não é um dia comum. Não é apenas mais um capítulo na história de nosso vasto império. Hoje, 17 de julho, é uma ferida aberta em nossa alma nacional, uma marca de sangue em nossa história, um eco eterno que ressoa no mármore dos palácios e no coração de cada verdadeiro russo.
Há exatamente 107 anos, numa madrugada envolta em sombras, o Czar Nicolau II, nossa Majestade, nosso Santo e Mártir, foi brutalmente assassinado junto de sua santa esposa, a Czarina Alexandra, e seus filhos inocentes — Olga, Tatiana, Maria, Anastásia e o jovem Czarevich Alexei. Com eles, caíram também fiéis servos, mártires anônimos, vítimas de uma fúria que se dizia libertadora, mas que trouxe consigo dor, desolação e silêncio.
Hoje, eu, Paulo II, seu sucessor, indigno herdeiro de sua coroa, de seu manto, de seus palácios e tronos — estou diante de vós, emocionado, comovido até a alma, para proclamar que a memória do Czar Nicolau II e de sua família não será esquecida. Nunca.
Eles foram assassinados. Mas não destruídos.
Eles foram calados. Mas jamais silenciados.
Eles tombaram na carne. Mas reinaram — e reinam — nos céus, ao lado de Cristo Salvador.
É uma responsabilidade imensa caminhar pelos corredores do mesmo Palácio de Inverno, sentar no mesmo trono, usar a mesma coroa e cruzar as mesmas portas da Catedral de São Pedro e São Paulo. É um peso que jamais carrego sozinho. Carrego-o com temor e tremor diante de Deus, com reverência diante da história, e com amor profundo por este povo que, geração após geração, conserva viva a chama da fé, da cultura e da esperança russas.
Hoje, enquanto o mundo moderno se apressa em esquecer seu passado, nós, herdeiros da Santa Rússia, paramos. Silenciamos. E lembramos.
Lembramos também da atual geração da Casa Imperial Romanov, que não se esconde diante do chamado da história. Que não foge à cruz que lhes foi imposta.
Comovido, presto hoje menção honrosa e solene aos Príncipes Imperiais Mikhail e Peter Romanov — fiéis servos da paz, da dignidade e da diplomacia.
O Príncipe Mikhail, residente na Ucrânia, caminha sobre solo fértil, como apóstolo da reconciliação, como semente de esperança ao nosso povo.
Comovido, presto hoje menção honrosa e solene aos Príncipes Imperiais Mikhail e Peter Romanov — fiéis servos da paz, da dignidade e da diplomacia.
O Príncipe Mikhail, residente na Ucrânia, caminha sobre solo fértil, como apóstolo da reconciliação, como semente de esperança ao nosso povo.
O Príncipe Peter, em missão na América Latina, leva consigo o espírito da Mãe Rússia — nobre, acolhedora, fiel aos valores cristãos — e semeia pontes entre os povos irmãos do hemisfério sul.
Estes dois jovens príncipes, como seus ancestrais, servem à Rússia com lealdade, coragem e fé. E em seus gestos vejo, com lágrimas nos olhos, o reflexo do Czarevich Alexei — o menino mártir, cuja alma pura clamava por um futuro que lhe foi negado.
Sim, é verdade: a Revolução Russa trouxe transformações profundas ao nosso povo.
A União Soviética foi, sem dúvida, responsável por feitos imensos: a industrialização colossal, a vitória sobre o nazismo, a corrida espacial, o avanço da educação, da medicina, da ciência.
Mas não podemos — não devemos — lembrar disso sem reconhecer o preço terrível que foi pago.
O preço foi o sangue.
O preço foi o silêncio forçado dos que amavam a fé.
O preço foram os gritos abafados nos campos de trabalho.
O preço foi a queda dos altares, a profanação das igrejas, a perseguição ao clero e à alma do povo russo.
E sobretudo, o preço foi o assassinato cruel de uma família inocente — não apenas como pessoas, mas como símbolo da alma cristã e da unidade do nosso povo.
Não se constrói um futuro justo sobre a negação da dor do passado.
Devemos, sim, dar graças por cada avanço conquistado.
Mas devemos ainda mais dar memória, justiça e oração àqueles sobre cujos ombros — e sobre cujas cruzes — esse progresso foi erguido.
A União Soviética foi, sem dúvida, responsável por feitos imensos: a industrialização colossal, a vitória sobre o nazismo, a corrida espacial, o avanço da educação, da medicina, da ciência.
Mas não podemos — não devemos — lembrar disso sem reconhecer o preço terrível que foi pago.
O preço foi o sangue.
O preço foi o silêncio forçado dos que amavam a fé.
O preço foram os gritos abafados nos campos de trabalho.
O preço foi a queda dos altares, a profanação das igrejas, a perseguição ao clero e à alma do povo russo.
E sobretudo, o preço foi o assassinato cruel de uma família inocente — não apenas como pessoas, mas como símbolo da alma cristã e da unidade do nosso povo.
Não se constrói um futuro justo sobre a negação da dor do passado.
Devemos, sim, dar graças por cada avanço conquistado.
Mas devemos ainda mais dar memória, justiça e oração àqueles sobre cujos ombros — e sobre cujas cruzes — esse progresso foi erguido.
Hoje, portanto, peço a cada um de vós, onde quer que esteja: acendei uma vela.
Pelo Czar Mártir Nicolau II.
Pela Imperatriz Alexandra, nova Raquel que chorou por seus filhos.
Pelos cinco jovens inocentes, fiéis à fé até o fim.
Por todos os membros da corte imperial, cuja lealdade os levou ao martírio.
E por todo o povo russo que sofreu nas sombras para que hoje pudéssemos viver na luz.
Peço também que, nas igrejas de toda a Rússia, se elevem preces. Pois, embora sejamos de diferentes credos, todos somos filhos desta terra — e todos, de alguma forma, fomos feridos naquela noite escura de 1918.
Pelo Czar Mártir Nicolau II.
Pela Imperatriz Alexandra, nova Raquel que chorou por seus filhos.
Pelos cinco jovens inocentes, fiéis à fé até o fim.
Por todos os membros da corte imperial, cuja lealdade os levou ao martírio.
E por todo o povo russo que sofreu nas sombras para que hoje pudéssemos viver na luz.
Peço também que, nas igrejas de toda a Rússia, se elevem preces. Pois, embora sejamos de diferentes credos, todos somos filhos desta terra — e todos, de alguma forma, fomos feridos naquela noite escura de 1918.
Meus irmãos e irmãs,
A cruz da Rússia é pesada. Mas é também gloriosa.
O sepulcro de Nicolau não é um fim. É uma semente.
A coroa que hoje repousa sobre minha cabeça não é apenas diamantes. É memória. É responsabilidade. É sangue.
Peço que continuemos, como um só povo, a reconstruir nossa nação sobre os alicerces da verdade, da reconciliação e da fé.
E que o Senhor Deus Todo-Poderoso, na sua infinita misericórdia, receba em glória os santos mártires Romanov — e abençoe esta Santa Rússia, agora e para sempre.
Para a glória de Deus.
Para a glória da Rússia.
Para a glória dos mártires da Família Imperial Romanov.
A cruz da Rússia é pesada. Mas é também gloriosa.
O sepulcro de Nicolau não é um fim. É uma semente.
A coroa que hoje repousa sobre minha cabeça não é apenas diamantes. É memória. É responsabilidade. É sangue.
Peço que continuemos, como um só povo, a reconstruir nossa nação sobre os alicerces da verdade, da reconciliação e da fé.
E que o Senhor Deus Todo-Poderoso, na sua infinita misericórdia, receba em glória os santos mártires Romanov — e abençoe esta Santa Rússia, agora e para sempre.
Para a glória de Deus.
Para a glória da Rússia.
Para a glória dos mártires da Família Imperial Romanov.
Czar, Imperador e Autocrata de Todas as Rússias

